quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Eu me apaixonei pela pessoa errada- Parte 2

Acho que poucas vezes na vida fui tão atraente pra ambos os sexos como fui no primeiro semestre desse ano. Recebi muitas cantadas, declarações, tentativas de namoro e até casamento.

Estou atribuindo toda a boa sorte de 2013 ao cabelo comprido. Sempre que eu corto, tentando dar uma renovada na vida, dá merda. Católicas, protestantes e filhas de Oyá concordam: O cabelo tem que ser grande, é a força e a proteção de uma mulher. Se todos os santos e orixás dizem isso, eu vou obedecer.

Apesar da quantidade inesperada de pretendentes, meu coração não balançou por ninguém, e eu fiquei só desde que terminei com Jazz. Sem marcar exatamente em lugar nenhum com ele, acabamos nos esbarrando uma noite no Festival de Inverno de Garanhuns. Falamos pouco e por pouco tempo, mas foi o suficiente pra me deixar completamente abalada. Sério. O cara me abandona, me xinga, me ignora e eu fico balançada quando reencontro.

Acabou que a gente foi retomando contato aos poucos, hora por iniciativa dele, hora pela minha, mas a gente tem se falado. E eu não sei aonde isso vai parar. Não sei se ele quer ser só meu amigo, se quer só pegação, se quer tirar onda com a minha cara...Só sei que eu fico mexida com ele. Da parte dele, o teor das conversas é informal, com algumas piadinhas de cunho sexual. Da minha parte é pura busca por brechas pra falar de sentimentos. Sexo eu posso fazer com qualquer um. Eu quero falar de romance, filhão.




Não posso me dizer apaixonada nem nada, mas ele mexe comigo, de um jeito que não é qualquer um que consegue, mesmo com muito esforço.

E sei também que não quero ser amiguinha e não quero retomar um relacionamento indefinido, no qual nem eu sei o que posso cobrar da pessoa e muito menos o quanto posso me entregar. Eu tô disposta há um monte de coisas, esquecer, perdoar, tentar de novo, só não me coloco à disposição pra ele me enrolar e ser sacana de novo.

              Ou assume, ou some.

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