quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Eu me apaixonei pela pessoa errada...

Ninguém sabe o quanto eu estou sofrendo...kkkkkkkk Putz, falando sério, quem nunca se apaixonou por um filho de uma puta? O famoso "dedo podre" pra homem. Eu nunca acreditei muito nisso, porque antes de 2012, a parte malvada do relacionamento era sempre eu. Mas como a vida tem esse negócio de Karma, ciclo e revanche, desde o ano passado começou a  minha vez de me foder.



Primeiro eu namorei um muçulmano sufi. Aprendi um monte de coisa com ele, e meio que vou ser eternamente grata, mas o desenrolar do nosso namoro foi desastroso. Muito. Até hoje eu não sei exatamente em que ponto errei, mas devo ter contribuído. Ele estava desempregado, isso o deixava bem triste, e a fase não era lá muito boa na Ordem Sufi da qual ele fazia/faz parte (sei lá). Eu vivia adoecendo e estressada com o trabalho, mas me esforçava pra dar certo. 




O término foi a coisa mais esquisita do planeta, porque eu ainda gostava dele e ele dizia gostar de mim, mas era tudo tão complicado e a gente tava se magoando tanto, que achamos melhor findar. 




Daí que menos de um mês ele me aparece no Facebook profundamente apaixonado por outra. Ainda arriscou alterar o status de relacionamento, mas parece que a dita cuja não queria namorar. Depois, eu já não quis mais saber notícias, fiquei com muita raiva, totalmente chateada, ofendida até. Acho até que cheguei a deletá-lo de meu perfil.




O fato é que eu gostava muito dele, apesar do namoro ter sido terrível em vários pontos e acabei roendo e sofrendo e me fudendo de Agosto a Outubro, quando conheci Jazz* (vou preservar a identidade do cidadão), não queiram nem saber como foi.




Jazz era tudo que eu queria. Negro, óculos de grau, inteligente, engraçado, formado, pós graduado, gostoso, trabalhava e tinha bom papo. O que mais eu iria querer, né?




No início tava tudo ótimo. Eu tava tão bem, tão satisfeita com a vida, que inclusive mandei uma mensagem de final de ano pro muçulmano sufi fazendo as pazes e hasteando a bandeira branca.




Jazz era tão super, que me fazia querer ficar magra, gostosa e linda só pra ele. Ele gostava de aparecer de surpresa na minha casa e no meu trabalho, o que era um problema, porque eu deveria estar sempre arrumada e cheirosinha pra receber meu negon, mas não tinha saco pra isso, e quase sempre ele me via in natura mesmo. Aliás, ele gostava disso: zero batom, pouca maquiagem. 




Ia tudo muito bem, até que ele começou a falar cada vez menos comigo. A gente meio que se falava o dia inteiro e de repente, puft. Cada vez menos. Eu ficava sem entender, quase triste, mas toda vez que ele voltava e falava, eu ficava bem de novo.




Eu fui levando as coisas assim, até que no Carnaval desse ano ele tomou um chá de sumiço de vez. Podem me chamar de burra, ingênua ou idiota, mas eu só saquei que era tudo por causa do Carnaval quando ele me procurou na quarta-feira de cinzas, como se não tivesse desaparecido todos os dias antes, e como se não tivesse morgado gradativamente antes mesmo do início efetivo das festividades, provavelmente já com esse intuito...




Aí eu não quis mais. O meu grande dilema era entender se ele realmente havia começado a me deixar por causa do Carnaval, e se este havia sido o motivo, o que o impediria de me abandonar nos próximos caso eu o perdoasse dessa vez. E se o Carnaval não tivesse sido o motivo, e ele simplesmente tivesse enjoado, desenjoado e estivesse querendo de novo? Eu estaria sempre disponível pra ele? Diante de tantas dúvidas, eu fui firme.




O tempo foi passando e a coisa foi se acalmando dentro de mim. Algumas pessoas chamam isso de superação. Jazz vez ou outra aparecia lá em casa de surpresa, ou me mandava mensagem tentando uma reaproximação, mas eu realmente não cedia. 




O interessante é que na mesma época eu recebia uns xingamentos no Ask.Fm, do tipo dizer que eu tinha os peitos caídos, que minha boca era feira (e que não sabia como tinha beijado isso) e que parecia com a Inês Brasil. Eu nunca poderia imaginar que era Jazz quem estava usando o Ask pra ser cruel comigo. Esse tipo de recalque é muito feminino. Mas era ele e eu só soube no dia em que contei que conheci uma lésbica na Internet e que ela estava dando em cima de mim de modo doentio (era verdade, mas isso vai em outro post). No mesmo dia, apareceu no meu Ask: "Ta tão desesperada assim, é, p sair procurando macho em badoo? rsrsr"




Nesse exato momento eu me dei conta que o meu xingador oficial era o Jazz. Eu fiquei super irritada e decepcionada. O ápice dessa palhaçada foi o dia em que postei uma foto com dois amigos (um jovem da minha idade e um senhor) e uma semana depois, quando eu estava andando com o jovem no Shopping próximo a minha Pós Graduação, ter recebido a derradeira no Ask: "ele tem namorada, fia!!! tu tas sendo safada e achando super bonito...vôte".




Eu não associei de cara a mensagem no Ask ao Jass. Achei que era a namorada do cara, que estivesse sentindo ciúmes da porra da foto que postei ( e que não tinha nada demais, apenas 3 amigos mal tocando um no outro). Depois achei era alguma menina da Pós que fosse afim dele e estivesse puta da vida por me ver andando com ele (que aliás, também não estava fazendo absolutamente NADA de errado). Só me dei conta de que foi Jazz quando estava voltando pra casa e relendo a mensagem pela milésima vez. O jeito de escrever era dele. De repente eu podia ouvir até a voz dele dizendo isso.  




Quando cheguei em casa, dei um fim ao meu tormento e respondi nominalmente: 




"Jazz, querido...SUPERE, e deixe de ser psicopata. Não estou saindo com essa pessoa que você está insinuando, mas mesmo que estivesse, você não teria NADA a ver com isso. Vai se tratar e para de usar o botão anônimo do ask.fm pra esconder sua covardia e filhadaputice."




Nunca mais recebi nada.

.....
....
...
..
.



(Continua)

















Nenhum comentário:

Postar um comentário