A internet tá capengando aqui no trabalho e eu só consigo abrir o e-mail e algumas páginas do Google, o que já seria alguma coisa, se eu quisesse fazer algo, mas definitivamente não é o caso.
Jazz me procurou ontem, depois de mais de 2 meses sem trocarmos uma palavra. Eu não preciso dizer que quase tive um heart attack quando vi a mensagem dele no WA dizendo que precisava falar comigo. Sério, pouca gente que passou pela minha vida me trouxe esse tipo de reação avassaladora, esse frio na barriga, essa agonia toda.
Daí que a conversa aconteceu no estacionamento do trabalho dele, dentro do carro. Parecia que ele ia vender drogas ou me assassinar. E então ele começou a falar que ia usar os mesmos termos que eu usei em setembro do ano passado, quando reatamos:
"Infelizmente pra mim, eu gosto muito, muito, muito assim...Tcháááááááá, muito de você. Eu seria mais feliz se gostasse menos."
Pois é, caros amigos imaginários. Quando eu finalmente penso que tô me acostumando a ficar só, e especialmente só sem ele, quando eu entendo que ele não me faz bem, ele me diz ISSO. Claro que eu me desestabilizei totalmente, porque eu esperava qualquer coisa, menos isso.
Depois ele me contou várias coisas que eu fiz ou deixei de fazer que deixaram ele chateado, sendo a mais relevante de todas, minha paixão não superada pelo "doido" que morreu. Isso mesmo, Vinícius foi um problema pra gente e eu não fazia ideia disso.
Eu tentei replicar tudo, na medida do possível, porque eu não tava ali pra discutir e sim pra ouvir. Digamos que era importante pra Jazz desabafar e eu tive a dignidade de entender isso.
O fato é que eu fui encontrar com ele com zilhões de dúvidas passando pela minha cabeça, e uma única certeza: a gente não dá certo. A gente não funciona. E eu poderia listar todos os motivos pelos quais a gente sempre estraga tudo, mas não vale a pena.
A conclusão final foi essa mesmo, de que a gente se gostava muito, mas que não dava certo. E ele deve ter ficado bem, depois que disse tudo que precisava dizer. Eu, por outro lado, ouvi tudo que não precisava ouvir e acho que não fiquei tão bem assim.