Todo mundo passa a vida procurando por sua melhor chance de ser feliz, e pra isso, a gente vive fazendo escolhas.
Então eu digo ao Jazz que estou dividida entre sentir saudade dele e vontade de nunca mais vê-lo ao mesmo tempo. E ele apenas ri e me manda um vídeo do Porta dos Fundos.
Porra, Jazz.
Eu te disse algo importante, sabia? Estou te dizendo que apesar de gostar de você e de sentir sua falta, não quero mais ficar com você. Não quero mais te ver!
E é claro que como cereja do bolo, no dia seguinte, ele me chama pra festa de aniversário do melhor amigo dele. Porque pra ele tá tudo bem. E pra ele é normal me ver de vez em nunca. E eu, que em outras épocas moveria céus e terras pra ir e ficar com ele,dessa vez não quis. Dessa vez, não fui.
Se meu desencanto começou exatamente no dia em que ele me chamou de "amiga", ou um pouco antes, é difícil dizer. Mas essa nossa relação que sempre sai do nada pra lugar nenhum, isso sim me desencantou. E eu fico ainda mais triste quando percebo que uso todos os verbos no passado pra me referir a ele e ao que tivemos, seja lá o que tenha sido, porque pra mim, acabou.
Eu quero me sentir amada, e eu quero amar. Fazer declarações, planos, apresentar pra família. E se no começo eu queria isso com André, agora não quero mais. Não quero mais porque minha paixão foi diminuindo, diminuindo, diminuindo, até chegarmos nesse ponto em que embora eu sinta saudades dele, não queira mais vê-lo. O que ele me oferece é pouco. Não é o suficiente. Suficiente é suficiente.
Jazz não é minha melhor chance de ser feliz.
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